quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

retrospectiva 2009.

Sento no sofa da sala do trailer sozinha e ligo com o dedo indicador o botao de “power” da TV que nao tem controle remoto. Passo de canal em canal procurando algo para ver nesse fim de domingo a noite chuvoso e frio, nada me interessava... Hannah Montana no Disney Channel, um filme esquisito no Hallmark Channel, Adult Swim no Cartoon Network, noticias no CNN, chuvisco no canal 67 e... De repente meus olhos captam uma imagem em preto e branco, nostalgica e antiga, algo que eu ja tinha visto... O menino Bruno aparece na minha frente com a mao no rosto sentado no topo de uma escadaria, meu unico feedback foi sorrir de lado no meio do escuro solitario que me encontrava como nas vezes quando nos sentimos bem e satisfeitos so de olhar algo que queremos o bem. Ladroes de Bicicleta! Aqui! Em Garberville, Calfornia, fim do mundo! No TCM?? Eu tenho TCM! \o/
Com todo esse tempo sem os meus dvd`s e so tendo visto um filme do Scooby-Doo que eu nunca tinha visto e Homem Aranha 3 (=<), Ladroes de Bicicleta foi como um coro de aleluia nessa minha abstinencia de classicos, fiquei tao feliz que resolvi escrever. Ja explico estranha associacao.
Pensei escrever no diario, mas to tres dias atrasada e isso acaba com o animo de qualquer um, entao resolvi escrever no blog! Bem, nao exatamente agora as... Perai que eu vou ver as horas no microondas (e porque a gente nao tem relogio aqui em casa, ja viram isso? Uma casa sem relogio?? O.o’’) Enfim... 24:11!! Ainda bem que amanha eu estou de folga e posso dormir ate mais tarde. Enfim novamente, estou escrevendo a mao e como a retrospectiva e muito grande amanha eu termino quem sabe perto do rio tomando um cafe bem quentinho do hotel (que e de graca, vou ter overdose, voces nao tem ideia o quanto e bom esse cafe) ou quem sabe perto das sequoias quando eu for dar uma voltinha.

Retrospectiva 2009!
Media do ano: 9.4
Verbo do ano: Viver
Musica do ano: Let Go da Frou Frou
Livro do ano: A Lua na Sarjeta de David Goodis
Filme do ano: Ladroes de Bicicleta de Vittorio De Sica

E daqui voltamos ao principio metodico que tanto enrolei, Ladroes de Bicicleta abriu o meu apetite para escrever do ano da faculdade, dos novos amigos feitos la, da minha depressao no comeco do ano e consequente entrada no psicologo (pausa.... la to eu de novo chorando no desfeco do filme [...]), do ano do blog, do MST, de Buenos Aires, do andar a ermo, dos filmes a um real, do ano das mudancas, das alegrias, das confusoes, do equilibrio adolescente, do crescimento pessoal, do equilibrio emocional e das loucuras envolvendo temporais e pecas de teatro ou tambem um trailer, seis pessoas e um natal nao muito comum.
Se perguntarem sobre 2009 direi que foi um ano excelente, embora eu tenha dado a media de 9.4, num ano com 365 dias tem sempre aqueles que voce preferiria nao te-los vivido e outros que da gracas a Deus por ter vivenciado momentos e pessoas que fizeram de fato o seu ano um dos melhores que ja viveu.
Entao vamos la! A Globo tem retrospectiva, minutos antes de morrer tem retrospectiva e dois dias antes da virada do ano tambem. Ok! Com K nos outros tres.
2009 foi o ano de correr pelas ruas da praia de botafogo com a amiga apos um dia triste na faculdade, o ano do encantamento a primeira vista pelo Sal Paradise, o ano de chorar no psicologo, o ano de me sentir culpada por estar numa faculdade paga, o ano da “lolo” com acento agudo no ultimo “o”, o ano dos ''xuxus'', o ano de dancar sozinha no quarto com a janela aberta esquencendo que so estava de sutia, o ano do mesmo grupo de amigos em noitadas nas casas dos proprios, o ano do cachorro quente de 99 centavos, o ano do reconhecimento e realizacao de um sonho exibido numa tela de cinema, o ano do karaoke em plena terca-feira, o ano que fiz compras e lavei roupa sozinha com a minha propria grana suada, o ano da minha propria casa... Minha propria casa.
O ano de morar sozinha, o ano de me levarem ate a ‘’porta da minha casa’’, o ano do real, o ano pe no chao, o ano de conversas filosoficas no metro, o ano do CR 8.7, o ano da Cinelandia, o ano dos 19 anos, o ano das contas de telefone exorbitantes, o ano de conhecer pessoas maravilhosas pela internet, o ano do biscoito, o ano da alameda Pasteur, o ano da ligacao da minha prima de oito anos, o ano que recebi um cartao de uma agencia de modelos junto com uma amiga no meio da Ouvidor, o ano do sal, tequila e limao, o ano que fiquei feliz so de ter visto o meu trabalho, meu trabalho realizado, que por sinal aconteceu duas vezes.
Vou me lembrar para sempre de 2009... Eu voei, na verdade eu sempre voo, mas sempre quando eu caia era para machucar, caia como um passaro do ceu com a asa quebrada, perdida no mundo real e assustador sem ter como voltar para o meu refugio imenso que fazia questao de me isolar. 2009 me mostrou que ambos os planos sao bons, ‘’take this broken wings and learn to fly’’ e com 2009 eu fiz isso, aprendi que o ‘’mundinho maravilhoso de Lais’’ ja nao funcionava muito bem, e que o mundo real e maduro tambem era uma boa opcao, nao inferior, mas diferente... Acho que isso foi a grande licao de 2009. O fato de eu comecar a sair do casulo e nao temer o que tem la fora... Pois o presente e um presente, nao e mesmo?
2009 foi o ano do meu avo, o ano das maozinhas, o ano do professor bonitao, o ano do Sigur Ros, o ano das minhas unhas da mao, o ano da saudade, o ano das conversas de 9 horas sobre um mesmo assunto, o ano de mentir que estava tudo bem quando nao estava, o ano que virei as pecas do meu quebra-cabecas para cima, o ano dos barzinhos, o ano das festas surpresas com tema de cinema, o ano do trote que me fez chorar no chuveiro assim que cheguei em casa, o ano da ‘’minha pessoa’’, o ano da insonia, o ano da ressaca, o ano do episodio do onibus, o ano do jogo da verdade, o ano da loja Luzes da Cidade, o ano das pedras de Blair, o ano do natal sem a familia com strogonoff num trailer no meio do nada, o ano do meu aniversario que eu achei que ninguem viria, o ano dos meus verdadeiros amigos, o ano da escada de incendio do meu predio...
De tudo um pouco aconteceu nesse ano louco, feliz, faminto, carente, engracado, triste, viajado, esquisito, completo... Quisera eu repetir em 2010 cada choro e cada riso que eu dei em 2009, nao, repetir nao... Agora que vivi tais experiencias boas ou ruins, so desejo para 2010 o NOVO. Porque eu vivi esse ano, eu aprendi esse ano e principalmente tive lembrancas que me acompanharao por toda a vida. Que 2010 seja tao bom e ruim quanto esse ano que passou, que ele seja tao cheio de risos, cinemas, historias, familia e amigos quanto foi esse, pois a vida e isso mesmo nao e? Um caderno em branco, embora escrito assim pareca meio brega, de paginas e mais paginas para escrevermos sempre certo, embora as vezes as linhas parecam tortas.
Minha enciclopedia de 19 volumes ate agora so me fizeram perceber o quanto eu cresci, amadureci e o mais importante, aprendi todos esses anos em pequenas grandes coisas vistas com outros olhos. O volume 19 foi muito bom, irei ainda rele-lo muitas e muitas vezes para rir de novo, para chorar de novo, para tirar licoes, para relembrar de uma das fases mais importantes da minha vida (ate agora, pelo menos).
Acho que ate depois da revisao extenuante desta prova de como tudo aconteceu, a nota 9.4 subiu para 10.0. Sim, de fato esse ano foi nota 10 e antes de cavucar minha cabeca a procura de todos esses pequenos minutos, nao teria me dado conta que sem eles, todos juntos, nao seriam 2009 motivos para dizer, obrigada, a seja la quem for que os colocou no meu caminho me fazendo perceber que hoje, no dia 31 de dezembro de 2009, olho para tras e digo: ‘’...’’.

Na verdade, nada, pois nao teria palavras. Acho que so conseguiria olhar e dar um sorriso de lado... Como nas vezes quando nos sentimos bem e satisfeitos so de olhar algo que queremos o bem. E muito bem.
Obrigada.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

''in my life''.

Ainda nao sei o que eu vou por no titulo dessa postagem. Primeiramente sentei na cama, pus o note nos joelhos, digitei ''Beatles'' no procurar no meu widows media player e dai apareceram todos os albuns que tenho comecando por Abbey Road com a musica Because e agora apos mais uma frequente dorzinha no coracao comeco este post que venho pensando em fazer desde que cheguei aqui... Na California.
Pois e... Ca estou aqui sem acento, cedilha e ninguem que eu em dezenove anos me acostumei a ter ao meu lado. Apenas eu, Lice (uma amiga minha que veio comigo para ca), um note com mais 18 gigas de musica (como eu ia sobreviver aqui sem musica??), tres casacos imensos e um sorriso disfarcando um medo do caramba. Todo um mundo novo escancarando o meu mundinho calmo e que eu gostava ja esta acontecendo e que eu venho me habituando a cada dia, no meu tempo demorado a novas mudancas que nunca digeri muito bem. Desculpem os errinhos, mas e que o teclado e americano e nao me permite colocar acento nos ''e's'', nem nas crases, entao relevem por favor...
Caramba... Tudo e tao diferente: o clima, a lingua, o comportamento, as pessoas... Nao e ruim, apenas diferente... Droga, ''Golden Slumbers'' comeca a tocar e meus olhos se enchem d'aqua embora eu nao esteja triste, nao! Aqui e otimo! As pessoas sao umas gracinhas e simpaticas (elas sao sempre de ''hi nice to meet you'' ''hi nice to meet you, how are you?'' ''I'm fine! And you?'' ''I'm fine, thanks!'' ''No! Thank you!'' nossa! Sempre muito sorridentes... Acho que ate podem ser falsos, so porque eu sou nova aqui... hahahahhaha brincadeira), as paisagens as mais lindas que ja vi, tem o frio que amo e ainda estou aprendendo a me virar sozinha (bem, nao tao sozinha, pois a Alice esta aqui comigo) em coisas que antes nao me dava conta do quanto eu precisava de pessoas do meu lado.
Nao me achava tao carente ate vir para ca, que raios de ''saudade'' que so existe no vocabulario brasileiro... Que saco... Eu me divirto sempre aqui, o pessoal sempre me faz rir, conversar, mas ainda nao consigo me disvencilhiar do meu coracao que doi como numa dor que nao para, mas que logo logo voce se acostuma sabe como e que e? Doi sempre, mas machuca de vez enquando.
Mas vamos falar de coisas boas! Essa cidadezinha de uma rua so (detalhe: e so uma rua mesmo, uma para ir e uma para voltar, as pessoas dizem isso generalizando uma cidade pequenininha, mas eu to falando serio.... No final da rua a cidade acaba O.0'') e muito aconchegante, tem uma natureza que eu nao estava habituada de ver, e ainda por cima faz 3 graus de noite! Yes!
Ahhh meu Deus! To falando e falando e muita gente nao sabe o que eu estou fazendo aqui... O.0'' Desculpa. Bem para encurtar, estou fazendo um tipo de intercambio que se chama Work Program e basicamente voce vai para uma cidadezinha pequena em algum lugar dos Estados Unidos e fica la trabalhando em hotels (que e o meu caso), estacoes de ski, lojas enquanto aperfeicoa seu ingles, conhece uma nova cultura e pessoas e ganha em dolar para para poder passar um quarto mes que temos direito em qualquer lugar dos Estados Unidos. Legal ne?
Era de minha intencao fazer um post com a minha odisseia que foi chegar aqui, mas a preguica e a falta de tempo (acreditem, to trabalhando pra burro e fico sempre cansada depois dormindo tipo nove da noite...) nao me permitiram terminar o que eu estava escrevendo nos dois dias de viagem que foi... Mas o que eu ja escrevi num tipo de diario que estou fazendo ja da para comecar e algum dia eu ainda termino. Posso dar uma palhinha de o como estava a minha mente e coracao, disso eu vou me lembrar para sempre, detalhes eu agora nao me lembro, mas sentimentos sim.
Por onde eu comeco.... Decidi fazer esse intercambio uma semana antes de eu ir para Buenos Aires, porque eu sempre quis fazer uma coisa dessas, sempre quis morar fora, minha vida sentimental estava uma merda, e voce quer saber, quis ir sim! Apesar de eu nao gostar muito de mudancas essa poderia ser uma interessante. Ok. Passou todos os meses e eu levei essa ideia na moral, sempre muito animada e curtindo a boa nova, mas dezembro estava chegando e os meses iam passando mudando a conjuntura da minha vida me pregando uma ironica peca... Cada vez minha viagem espiritual de auto conhecimento e reflexao estava se tornando uma questao a se resolver.... Ok. Minha ultima semana no Rio eu nao tinha tempo nem pra mim, todo dia eu tinha que fazer algo e sempre muito feliz de ter pessoas ao meu lado que fizessem questao da minha presenca antes de eu ir. Felizmente deu tudo certo e deu para resolver tudo que eu queria, menos as fotos reveladas que deixei para a ultima hora e nao trouxe.... Ai! =(((
Dia 15! Me vejo correndo no aeroporto cm papeis interminaveis, buracracias, minha familia ali do lado, Alice sorrindo e uma estrannha sensacao no meio daquele momento meio frenetico. Chorei... A ultima imagem do Rio foi ver a minha mae e minha familia acenando para mim, meus olhos se encheram d'agua e tudo o que eu consegui fazer na fila do embarque internacional foi: rir. Pois e.... Ri de nervoso, pois la estava eu indo. Indo. Mas antes de chegar, tive a feliz surpresa de receber nos 45 do segundo tempo uma ligacao no celular de amigos muito quet=rido e la estava eu de novo como manteiga derretida, chorando de novo.
Peguei o aviao para Miami junt com a Alice, a viagem foi otima, adoro aviao, dormi bastante e ainda jantei la. Pulando.... Chegamos no aeroporto de Miami, mas nos enrolamos um pouco no re-check in que eu vou te dizer que e dificil pra caramba para Sao Francisco, mas felizmente uma moca nos ajudou. ufa.... Outro aviao, rimos muito, tiramos varias fotos, dormi mais um pouco e apos uma viagem de oito horas no primeiro e cinco na segunda ca estavamos em Sao Francisco! ''If you going to San Franciscoooo". Amei a cidade, e linda! Quero morar aqui!
Ok, mais umas sete horas de viagem ate a cidadezinha que vamos ficar. Van, onibus, trem e mais um onibus. Nossa senhora, a gente nao aguentava mais, a brincadeira tava perdendo a graca...
hahahhahahah
No ultimo onibus conhecemos Dunkin, um garoto de 21 nos que mora em Seattle e que ficou conversando com a gente em ingles ate altas horas da noite no onibus que demorava umas seis horas para chegar ao destino final. Conversamos muito bem, gastei o meu ingles de nove anos no IBEU! Yes! O bom e que deu para despistar um outro cara mais velho que estava na nossa frente que era muito estranho (nos ofereceu Red Bulls e revista People) e que deu um sorriso nao muito legal quando falamos que eramos brasileiras.... aii... Que medo. Terminou tudo bem, a nossa empregadora nos pegou no ponto de onibus a noite, e quando chegamos ao hotel tratamos de logo dormir, pois estavamos estouradas.
Hum....
Sao agora 14:54 enquanto devem ser quase 9 ai no Rio.... A dorzinha continua.... Beatles continua a embalar a minha escrita.... Ah! Sabiam que aqui tambem e um spa? Acho que eu estou pesando 48 quilos, pois nunca estive tao magra.... Me olhei hoje no espelho enquanto me preparava para almocar e vi que mais um pouco eu sumo! Mae, pai, eu to comendo direitinho, aqui eles dao almoco e janta e eu sempre como um prato de pedreiro, nao sei o que ta havendo... O.0'' hahahhahaha
Bem, acho que e isso. Escrevi pra caramba... Nossa. Desculpem a ausencia, no comeco era falta do que escrever, depois falta de tempo, tentarei mante-los informados das minhas aventuras por aqui. Por hoje so pessoal, ''that's all folks'' hahhahahaha Desculpem mais uma vez os errinhos de portugues. Fiquem tranquilos que estou me cuidadando bem, e que daqui a puquinho a dorzinha que esta latejando agora passa, quer dizer, passa nao, eu me acostumo com ela.
Um beijo e obrigada pela forca de todos! Saudades.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

"aquilo que chamamos de rosa teria o mesmo perfume embora lhe déssemos outro nome".

Quem não conhece o clássico da literatura mundial "Romeu e Julieta"? O grande clichê das histórias de amor, o final trágico arrebatador, o casal mais característico presente em menções de filmes, peças e personagens que revivem sua grande história de tragédia e paixão avassaladora como só Shakespeare escreveria? Você pode não ter lido o livro, você pode até não gostar, você pode só ter lido um resumo, mas com certeza os conhece, são velhos conhecidos seus de quando você uma hora lembra que o amor pode ser brega, bufante, barroco e principalmente, lindo.
Eu era pequena quando conheci essa história, me lembro da minha mãe me levando ao CCBB para ver as peças infantis que tanto gostava, da histórias para dormir adocicadas pela mesma para que eu não tivesse pesadelos com o desfecho classificação 18 anos adaptados para uma garotinha de 8, me lembro dos livrinhos de criança que esmiuçavam o clássico tornando-o acessível à uma menina de 10, me lembro de perceber menções em filmes e falar: "ah, Romeu e Julieta. claro...", me lembro de ler uma resenha só de curiosidade, da vez que assisti "Shakespeare Apaixonado" em 2000, apesar de ele ter sido lançado em 98, e ter me apaixonado pelo filme de cara, além do próprio Shakespeare na pele de Joseph Finnes que está um espetáculo, da vez que baixei o livro na internet em 2006 para pegar algumas frases do ato 2 cena 2 (amo) para incrementar no meu livro que escrevo desde 2005 (é... tempão), da vez em 2007 que finalmente peguei o livro na íntegra emprestado com um amigo na escola para ler, da vez que passeando num sebo com uma amiga em 2008 encontrei uma edição por apenas 1 real (é verdade...) e tive a boa surpresa de receber de presente por ela e por fim, da vez que um dia em 2009 rodando em círculos em meu quarto encucada por certos assuntos me vi pegando o tal livro de um real e o lendo todo em apenas um final de tarde e noite. Por acaso esse acesso de loucura repentino foi no final de semana passado.
Tudo bem, "Romeu e Julieta" pode ser o romance, no sentido de livro, de Shakespeare mais clichê que existe, além de ser algo como "O pequeno príncipe" para as misses de alguém que gosta de clássicos, mas confesso que se não é o meu preferido, é um dos que mais gosto e nem é pelo fato de ser um romance meio xarope com um final triste do jeitinho que eu gosto (^-^), mas é que sei lá... Os diálogos rebuscados difíceis até de serem entendidos de primeira me atraem, mas ainda não é isso; o Romeu?? Olha, para ser bem sincera, nem gosto muito dele não... Não é o meu príncipe encantado montado num cavalo branco, o acho muito volúvel a sentimentos e um pouco exagerado para falar a verdade. Gosto do Mercúcio e da Julieta, ela é legal, visionária e nem tinha 14 anos ainda!! É... Esse povo de antigamente, vou te falar... ^^ Mas ainda não é isso... A história me encanta de certa maneira, tenho uma amiga que assiste todo novembro o filme "Titanic" e pensando bem, já vai fazer aniversário as vezes que li o livro nos últimos anos e me pergunto o porquê.
Gosto do amor à primeira vista, gosto desse amor irremediável e doentio, gosto do amor impossível até de imaginar, gosto da esperança de ter algo além nesse mundo capaz de matar e fazer morrer para ser realizado ou simplesmente se findar antes que possa ser separado, gosto do trato que a história tem de me passar em meio a tragédia um final feliz embora eles morram no final, gosto desse fim dúbio que não diz se eles foram "felizes para sempre", gosto do ato 2 cena 2 a parte que até hoje choro inclusive quando declamada no filme "Shakespeare Apaixonado" enquanto eles treinam no teatro e na cama, gosto desse clichê e de como ele muda a minha visão sobre coisas estranhas que acontecem dentro de você e não sabe o porquê.
Decidi fazer este post não para convencer alguns de lerem a obra, embora mal não possa fazer independendo da opinião de cada um, mas sim sei lá... Falar sobre "amor". De um jeito meio camuflado, exagerado, não literal e nada a ver com o que eu estou pensando, mas mesmo assim quente e profundo como a noite. "E por ser noite, tenho medo de que, tudo seja um sonho, demasiada e deliciosamente adulador para ser real".

sábado, 14 de novembro de 2009

vinte escovadas antes de dormir.

Esta é uma história real, aconteceu com uma amiga de uma amiga minha das quais não conheço nenhuma ainda. Dizem que é mentira, pois nunca foi contada antes, mas verdadeira se for parar para pensar nos fatos de mentirinha mais sinceros que já houve.
Dois olhos não piscavam na escuridão de um cinema vazio a não ser por três moças, duas moscas e um lanterninha que bocejava na sessão de número 31 do filme “Jules e Jim” de François Truffaut. A menina de olhos tão pretos quanto o breu que a envolvia assistia maravilhada a cena final do clássico que tanto adorava não deixando de fazer suas associações malucas, pois em sua mente surgiu Amélie Poulain vendo o mesmo filme que ela via e que por sinal era interpretada pela atriz Audrey Tautou, que por acaso era xará de Audrey Hepburn que estrelou ao lado de Humphrey Bogard em Sabrina e que apesar da história não bater, tinha um triângulo amoroso assim como Jules e Jim! A menina dá um pequeno sorriso de satisfação ao ver a cena do carro caindo enquanto pensava sem querer quantos anos tinha aquele lanterninha na escuridão. Será que ele tinha um amigo que topasse ser Jim? Ela não se importaria de ser Catherine...
Depois do filme, Dora passa ao lado do lanterninha moreno que devia ter uns vinte e seis anos fazendo o máximo para que ele notasse a sua presença. Ela levanta seus cabelos longos e ondulados para cima e sorri encantadoramente para os olhos verdes cansados do rapaz e sua mão máscula com aquele anel de compromisso no dedo anular! Ai... Ela repete para si mesma enquanto se enrolava no cachecol frustrada consigo mesma por mais uma vez confundir fantasia com realidade, era ÓBVIO que coisas assim não aconteciam: coincidentemente havia uma linda garota distraída e um garoto mais lindo ainda dando sopa que acidentalmente se encontravam e ali descobriam que eram feitos um para o outro com apenas um olhar.
A vida no cinema é bem mais fácil, era o que pensava ao passar perto de um café de esquina com seus casais tomando cappuccino e conversando romanticamente. Era muito fácil ir viajar de volta para Paris depois de passar um tempo com a sua avó em Budapeste e no caminho encontrar um americano maravilhoso e passar com ele um dia inteiro em Viena descobrindo que aquela pessoa era a sua pessoa. Agora só faltava ter uma avó na Hungria, morar na França e o americano... Um detalhe que podia se resolver depois. Tão mais fácil saber que o gênero do seu filme era romance... Se a história era sua logo você era a protagonista, logo se concluí que você teria um par romântico de preferência lindo, gostoso e amor da sua vida. O cara do filme de terror ao saber que seu gênero era o terror já saberia que iria morrer no final e aí poderia acabar logo com isso do que ficar um perseguindo o outro e encurtar as coisas morrendo de uma vez nos primeiros minutos de filme. O suspense saberia o culpado de cara e o filme se tornaria um curta, ou pior, um trailer... Não, Dora faz careta para si mesma enquanto atravessava a rua distraída, não daria certo, partindo deste princípio não teríamos filmes... O que vale é ficar lá sentado em duas horas tentando descobrir o que vai acontecer com o Hannibal no final, se o Billy vai conseguir passar no teste de balé ou se a Jodie Foster vai ficar bem na trama de Táxi Driver.
É... Mas se você acabar descobrindo que seu gênero é o drama?? Ai meu Deus... Dora morde o lábio inferior com um pouco de medo. Nunca tinha parado para pensar nisso... Num drama a personagem principal morre ou fica sem ninguém no final. NÃO! Dane-se a morte, e se ela ficasse sozinha para sempre? Não queria ser Coco Chanel, ou a Viola (se bem que o Shakespeare não tinha morrido, mas os dois não ficaram juntos e é o que importa), ou quem sabe o Landon!! Não... Seu gênero era o drama!! Mas peraí. Dora quase dá um encontrão com um casal de velhinhos que passava por ali abrindo os olhos e levantando as pálpebras se lembrado de um pequenino detalhezinho. Ela não tinha ninguém para morrer e ela ficar sozinha. Ah, é... Detalhezinho.
Mas se não era drama, qual era o seu gênero? Sua vida era tão desinteressante que não ganhava nem o status de comédia pastelão? De preferência as do Buster Keaton ou Charles Chaplin ela pensa voltando correndo umas duas quadras que tinha passado de sua casa. Era tão fácil... Tão fácil chegar no hall de entrada de seu apartamento e encontrar um loiro bonito chamado por você de Paulbaby e no final se apaixonar por ele, mas lá não tinha ninguém, no máximo Dóris: a faxineira alemã que tinha uma verruga maior que o país de Luxemburgo no queixo.
Dora chega em casa e nem liga as luzes da sala, vai direto para a cozinha abrindo a geladeira no escuro e pegando em seguida um pedaço de queijo que já estava fazendo aniversário. Ela senta no chão retirando as botas se lembrando de Bridget Jones... Estava no fundo do poço, não tinha um Harry para sua Sally interior, um Christian para sua Satine ou um Jigsaw para a tortura que seu coração estava sofrendo a sangue frio.
Era bem injusto ter tanta coisa para dar e ninguém para receber, Dora reflete sozinha sentada no azulejo limpando com a língua a frente dos dentes. Garbo a entenderia, mais ainda, Norma Desmond na cena final da escada. Droga... Ela estava louca ali, Dora pára de comer o queijo mofado se preocupando agora com a sua saúde mental.
Ela desiste de se martirizar mais e vai de uma vez dormir, não iria mais pensar naquilo, chão Dora, era o que mais rolava na sua mente como um mantra de realidade crua e cruel para falar a verdade, mas tinha que ser assim: radical. Amanhã nada de filmes. Nada mesmo. Niente. No. Het. Nein... Nein? Alemão... Está passando o festival de expressionismo alemão no Cinemathèque... Hum. Será que vampiros existem??
Dois olhos não piscavam na escuridão de um quarto vazio a não ser por três luzes acesas no lado de fora da janela, duas cobertas de lã que cobriam uma menina que agora não conseguia mais dormir...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

detalhe: não tem marcador mesmo... que legal.

Nossa, quanto tempo. Para falar a verdade, eu fiquei hoje pensando o dia todo no que escrever aqui para quebrar o jejum, pensei em escrever uma crônica sobre um relacionamento, ou quem sabe uma mensagem nostálgica referente à Marilyn Monroe a qual eu fiquei morrendo de saudades só de ouvir "I'm Through with love" voltando para casa, ou talvez um post sobre sentir falta de algumas coisas banais que só prestamos atenção quando as perdemos... Não... Para falar a verdade não estou afim de escrever nada disso, para ser sincera não estou afim de escrever sobre tema nenhum, nada padronizado, nada que eu possa colocar como marcador para depois achar pelo tema... Um texto sem tema.
Bem, nunca tinha feito isso antes. Caramba... É mais difícil do que eu imaginava, é como desenhar sem as mãos, escrever sem papel, dançar sem os pés... Acho que o mais perto que eu tenha feito talvez sejam aquelas redações de temas livres que as tias mandavam a gente fazer só para fazer a gente calar a boca. Vai ver que essa de texto sem tema nem exista para os mais céticos, afinal, um texto sem tema já tem um tema: sem tema. Oras bolas pipocas, é óbvio. ¬¬'' Já era a minha intenção.
Tudo bem, não importa, sei que há maneiras de escrever sem papel... Os indianos (na verdade, as indianas) contam histórias através de danças pelas mãos que por sua vez também não precisam dos pés! Aleijadinho esculpia sem as mãos! As borboletas dançam mesmo não tendo nem pés nem mãos! Panapaná... Só uma curiosidade. ^^
Num texto sem tema pode vir de tudo e vir de nada, posso falar sobre como o meu 'm', 'u', 'n', 'w' e 'r' parecem a mesma coisa quando escrevo ou dizer o quanto estou preocupada essa questão de mudança climática e dos países desenvolvidos empurrarem com a barriga fatos alarmantes e chocantes como ursos polares que não tem mais como voltar para suas casas, pois agora elas viraram água... Posso falar o quanto eu fiquei emocionada com a fotografia final do filme "Coco antes de Chanel" ou sobre a morte do cineastra brasileiro Anselmo Duarte. Coisas inúteis ou não, coisas nada a ver, coisas que eu não to afim de escrever e você de ler, coisas que rimam sem querer, mas que agora introduzirei mais um versinho só para compor uma estrofe que nada tem a ver com uma palavra que termine em "or", tipo... Tambor.
Vocês devem estar achando um saco, né? Ou estão morrendo de medo de mim tipo: "que louca... o.0'' Vamos dizer que eu esteja passando por um devaneio de verão apesar de ainda ser primavera. Esse calor mexe com qualquer um especialmente em mim amante de um bom ventilador ligado no inverno. Detalhe: acabei de escrever uma frase e a apaguei logo em seguida, pois achei idiota demais, além do quê, escrevi "aumentando" com "l".
ps: socorro.
Vamos falar de... Sei lá, alguma personalidade... Hum, Fábulas de Esopo. Tá, eu sei que Fábulas de Esopo não é uma pessoa, mas por isso que é legal, é tipo a mitologia grega que ninguém sabe realmente quem a escreveu. A outra pessoa poderia ser... Jung! Gosto de Jung. Psicanálise é uma coisa que me chama atenção e que algum dia eu ainda ainda vou fazer... Psicologia no caso ;)
Vocês estão percebendo que eu estou reproduzindo na íntegra o que eu estou pensando agora, né? Um bando de fragmentos de pensamentos sobre tudo que no fim não levam a nada, apenas me fazem buscar em memórias o porque será eu as teria pensado e o link que usei para concatenar as ideias e a partir de daí rolar e rolar pelo tudo e pelo nada simplesmente... É bom, sabia? Tentem fazer isso um dia, escrever na íntegra exatamente o que você está pensando no momento sem fazer esforço ou se enganar para pensar em algo mais elaborado, é só deixar você ir e ver no que dá... E olha, dá cada coisa, você chega a conclusão que você não tem conclusão alguma ou quem sabe se assusta com você mesmo por deixar para lá fragmentos tão inocentes e frágeis e que na verdade valem mais que um pensamento único sobre algo já pré-definido. Caramba... Que post mais auto ajuda barata metida à psicóloga de quinta... Por favor queridos e caros leitores de primeira viajem (e talvez única) não sou (tão) assim... ^^ Consigo ser séria, acertar no português antes que meu professor me crucifique e ainda ter ideias e opiniões sobre coisas que importam, mas sabe... Tá calor... E viajei legal na batatinha junto com a Lucy aqui.
Enfim... Este texto tem de fato um tema, começou com uma tentativa, depois uma frustração, logo após opções e depois, demais para mim...
É... Bem, então eu acho que é um tchau. ^^

ps: Por favor voltem a ler este blog depois dessa.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

sobre o presente.

Por que 8 ou 80? Por que não 5 ou 50, 2 ou 20 ou quem sabe 10 ou 100? Desculpem os errinhos de concordância e regência, mas é porque eu estou escrevendo num bloquinho indo para o Recreio enquanto o tédio e pensamentos percorrem em mim através da janela fosca. Estou para tirar a minha licença poética aí vocês me entendem melhor ;)
Fiz uns seis meses de terapia só para finalmente me tocar de que o meu problema é ser muito 8 ou 80! Não daquele tipo que leva tudo a ferro e fogo, mas do tipo que se estou feliz sou capaz de dar um beijo na boca de um total desconhecido ou se estou triste, sou capaz de me próprio enterrar... É... Ô pragazinha.
A questão é da intensidade, é a de ser um ser muito bêbado: fico bêbada de felicidade, de sono, de álcool, de choros, de risos, de música, de tristeza, de amor... Sou fraca se encho a cara de algum sentimento ou situação que me torna uma completa irresponsável e descontrolada. Nunca dei atenção em levar as coisas na calma, na tranquilidade, no Skank ("vou deixar") -> sabem? A música?
Sempre tive uma necessidade quase que empírica de "para quê andar se você pode sair por aí saltando?" ou "para que uma lágrima se você pode cair de joelhos e falar DEUS! O QUE É QUE ELE TEM E EU NÃO?" hahhahahaha piadinha interna. ^^ Eu sei... Drama, drama, drama.
Mas calma caro e querido leitor... Esse meu lado bipolar não é fulltime, ele aflora quando é despertado por um tipo de código secreto que no meu "bêbometro" vai lá em cima gritando: pí, pí, pí, perigo, perigo!!
Enfim. ^^ Do que eu estava falando mesmo? (viu? me empolguei) Ah, sim! Sobre o presente. "Vivi" e "viverei" são dois verbos que rolam e muito na minha cabeça, a projeção de algo que vem acompanhando direitinho a memória de alguma outra coisa que aconteceu, mas confesso que nunca dei atenção ao "vivo". Parece estranho dizer, mas o presente para mim é muito rápido, como se o meu olho que piscasse agora não passaria de uma mémoria assim que eu os abrisse de novo e a iminência de torná-los fechar é uma projeção de um futuro próximo que só dependerá de mim para acontecer ou não.
E afinal, quanto tempo tem o presente? O passado tem muitos antes e o futuro muitos depois, mas e o presente? Agora? Esse é o tempo do presente? "Agora"? Talvez a dádiva do presente é ser efêmero, é ser atemporal, é ser de alguma forma: eterno.
"Como uma onda" de Lulu Santos concorda com Heráclito quando diz que nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, e tenho para mim que essa máxima é bem certa porque o olhar que dou para o céu agora não será como o próximo que estou a fazer exatamente agora... A conjuntura muda, o mundo muda, e "o tempo não pára".
O presente é um presente, e no auge dos meus 19 anos após levar tanto na cara que percebo isso... Carpe Diem, Carpe "Horum", Carpe "Segundum", Carpe You. O presente é agora, o presente é de leite, o presente é vivo, o presente é a primeira fagulha de tudo o que já foi ou será. E só agora que encaro isso sem achar que estou fazendo pouco caso das coisas que me cercam, pois saber que o agora é finito e infinito ao mesmo tempo e ter a possibilidade de revivê-lo sempre quando quizer, planejá-lo para o futuro do presente que é a ação, que é a sua vida sem dramas, que é o agora, que é o respiro após o nascer. É lindo! O presente é um presente...
Só sei que estou feliz e "caminhando e cantando e seguido a canção" só pra não dizer que não falei das flores. Acho que é até por isso que minha inspiração para escrever esses dias está praticamente nula ao ponto de ao acordar sentir saudades de personagens que me observam correr de um lado para o outro vivendo. "Vivendo"! Gerundismo de estar acontecendo no exato momento.
Felicidade e tristeza sempre andam de mãos dadas, e filosofando agora um pouquinho, me encontro entre seus dedos entrelaçados sentindo na pele tais sentimentos como o suor, o medo, o alívio, a segurança e plenitude de um doce caminhar nessa eterna On The Road chamada vida e agora não mais correndo o risco de tropeçar e cair feio, nem de voar e nunca mais voltar, pois sei que tem alguém ali segurando a minha mão, me amparando a cada vacilar e me soltando assim que posso divagar nos meus primeiros espamos, me permitindo desenhar sobre o vidro embaçado frases certas sobre linhas tortas que desaparecem, mas não somem por completo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

nova trilha sonora.

Eu vi um mendigo pedindo
Esmola à chuva sorrindo
Sua mão estendida pedia
Que água traslúcida escorrida
Entre seus dedos encardidos
Levassem embora suas feridas
Que havia ganhado no decorrer da vida
Coisas sofridas até para mim
Que se deixou parar e ver seu triste fim
Escorrendo em calha bamba
Fragmentos cristalizados de si
Até o bueiro mais próximo.

ps: isso aconteceu hoje...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

converse com areia.

Quem conhece esse blog a um tempo sabe que de vez enquando eu dou uma de maluca e saio por aí à ermo e acabo escrevendo esses posts em guardanapos, folders e caderninhos de recados meus pensamentos e visões do momento...

Mar. É o mar azul que eu vejo agora de jeans e bolsa de couro sentada na areia. Está tocando Keane e por incrível que pareça não me sinto triste, apenas com calor e uma vontade imensa de não ir para casa agora já que será o sinônimo de trabalho e estudo dos quais não estou com a mínima vontade de fazer.

Esse cheiro de sal e protetor solar é revigorante, fora a paz de exercitar um pouco a solidão que há muito não exercitava. Me faz bem às vezes ficar sozinha (embora a minha irmã e a Fê falem que isso é perigoso... pensar em negrito, itálico e sublinhado). Só um adendo... Beethoven! Não sabia que eu tinha colocado Beethoven no meu celular para escutar ^^ oba! Moonlight Sonata, Allegretto combina direitinho com as ondas batendo nas pedras no final da praia do Leblon, um dos lugares do Rio que mais gosto. Sabem qual é? Aquele que vai para São Conrado, o mirante?? Não? Quando eu for para lá eu tiro uma foto para vocês verem. É lindo! Até fiz uma história que esse lugar tem um significado bem especial que você só fica sabendo o porquê no final, claro.

Gente... Eu acho que aquele cara ali da esquerda tá achando que eu vou me matar, ele não pára de olhar para mim escrever sozinha na areia de tênis e óculos Ray Ban, e para falar a verdade eu também acharia isso se visse tal figura ao meu lado.

Calma... To bem hoje. Bem bem, para falar a verdade, estou pensando no quanto de conchas tem aqui... Conchas! Faz muito tempo que não as via assim inteirinhas, somente em cascalhos, mas estas estão bonitinhas... Vou até pegar uma apesar de eu saber que é anti-ecológico e tal, mas uma pequenininha não vai fazer mal.

Realmente acho que criei um novo tipo de terapia, todos deveriam experimentar a sensação de andar para um lugar que não tinha planejado e escrever coisas idiotas ou não que passam na cabeça enquanto isso. Parece que você se põe no lugar, ficar sozinho pode significar topar com você mesmo e às vezes isso pode não ser muito legal, mas saudável com certeza, afinal uma hora temos que fazer isso. Mas repito que estou ótima e só estou fazendo isso para não perder o hábito. (além do que não quero chegar em casa e estudar ¬¬'').

Ai, ai... Podia ventar mais um pouqu... (NOSSA! acabou de ventar muito! obrigada a quem estiver me escutando em silêncio). Agora o cara realmente deve estar achando que eu estou escrevendo um epitáfio ou um testamento e que daqui a pouco vou pular no mar depois que eu fiquei um tempinho olhando para o chão e procurando uma conchinha para levar com cara de perdida... -___-'' E por falar nisso eu ainda não encontrei.

Está tocando agora The Beach Boys e por um momento sorrio sem querer ao ver um jovem casal estrangeiro caminhar de mãos dadas olhando para o mar também sorrido como se estivessem em lua-de-mel (e pior que podem estar mesmo) ao som de God Only Knows. ^^ Adorei. Por isso é terapêutico, não é que você fica sozinho incondicionalmente, mas é que só assim você consegue perceber pequenas coisas que numa vida agitada não dá muita atenção. (pelo menos para mim. sou desatenta e desmemoriada para caramba) Por isso escrevo:

1- Para lembrar, e

2- Para relembrar.

Geração Coca-cola me deu uma pontada no peito quando começou com o seu violão inicial inconfundível e por um momento me deu vontade de pular no mar não me importando de ir para casa toda molhada, mas acho não vai dar, estou cheia de coisas na bolsa que não podem ser molhadas e nem serem deixadas para trás na areia correndo o risco de serem pegas, mas uma molhadinha no pé não deve fazer mal. hummm :)

Champagne Supernova começa com um mar indo e voltando que me deu uma vontade imensa de cantar, estou cantando! Gente... Ainda bem que a praia está vazia. hahahhahahaha

...

Agora estou aqui no mirante que não sei o nome tomando uma água de côco de 3,50! @*#%! (turistas não venham para cá com sede) Ah! Também tirei a foto que está lá em cima. Daqui a pouco estou indo porque eu acho que vai chover, o tempo fechou e o vento que pedi está se tornando um "bagunçador" de cabelos longos. Só queria um ventinho (...)

Suzie do Boy Kill Boy vai embalar a minha volta agora, mas se eu ainda tiver pique acho que vou dar uma passadinha lá no Starbucks para um cappuccino \o/

... (5 minutos depois de olhar o céu e a distância que eu deveria percorrer à pé para chegar até lá)

To com pique.

Beijos e até mais.

sábado, 3 de outubro de 2009

estranha no ninho.

Rio de Janeiro, 02 de outubro de 2009, às 18h25min, bairro da Saúde.

Caminho de salto alto e mini vestido pela rua mais barra pesada que eu já estive. Minha mãe já tinha gritado com uns quatro velhos de bar que mexeram comigo enquanto eu estava nervosa demais para ouvir tanto os "princesa", "gata" e "que isso heim" quanto os gritos histéricos dela atrás de mim. Não se engane pela foto relativamente feliz que começa este post, e para não iludi-los ainda mais já adianto logo... É... Não foi dessa vez gente.

Depois de caminhar por um bairro onde nunca estive antes, às cegas e de noite, finalmente a minha miopia me permitiu ver no final do deserto uma construção de tijolos, toda iluminada, com pessoas do Festival do Rio na frente e cartazes de filmes na fachada. Ai... "Estou em casa" foi a primeira coisa que eu pensei quando me adentrei naquele galpão reformado imenso e todo iluminado: brotava gente bonita e fashion que conversavam sobre Costa-Gavras em espreguiçadeiras de designers famosos, tomavam drinks feitos por barmans tipo filme, com cigarros, cabelos pintados, escrevendo em seus Mac's, sorrindo e sendo simpatissíssimos comigo. ^^

Descobri que meu nervosismo inicial tinha se dissipado com todo aquele glamour de Cannes e se transformado em... MEDO. Medo, meu Deus! "Nunca vou conseguir" (e era verdade, para falar a verdade. mas já volto nesse assunto.) "Preciso de álcool, mãe" me vi meio que gritando e batendo com a mão no balcão do bar. Como uma boa mãe é óbvio que ela disse não, mas argumentei que uma icezinha não faria mal a ninguém e ela acabou concordando. E é ai que eu queria chegar... hahahahahhaha. Minha primeira foto foi de eu tomando ice toda feliz com as minhas unhas vermelhas marcando um V que no final das contas ficou horrível. (por isso coloquei a que está lá em cima, pois está mais bonitinha)

Bem, resumo da ópera... A "cerimônia" foi bem rápida... Peraí. Caramba. Esqueci de avisar o porque eu estava lá... ¬¬'' Bem, lembra daquele festival de cinema de celular que falei e até coloquei o vídeo aqui? Então, hoje foi a grande final, os 20 semifinalistas foram escolhidos dentre os 600 que participaram de todo o Brasil e hoje essa agonia acabava.

Para falar a verdade eu não estava com esperanças de ganhar não... Tinha plena ciência que o meu não era o melhor (tinha uns muito bons) só estava nervosa mesmo por ver a reação das pessoas quanto a ele, mas feliz, muito feliz. ^^ Ainda to feliz... Um videozinho caseiro, sem roteiro (Cassavetes essa é para você!), nas férias de janeiro em Ouro Preto com as primas, uma produção bem meia-boca estava lá no mano-a-mano com gente da área, com Darcy Ribeiro, o pessoal que já faz faculdade de cinema e tal... Nossa, só por isso eu já estou feliz. Muito feliz. Agora a foto fica auto-explicativa.

E para a saideira eu queria agradecer a todo mundo que me deu a maior força, me incentivou, me elogiou, me sugeriu, me criticou, me deu opinião, me ajudou... Eu ganhei, sim... Só por ter vocês eu já me sinto uma vencedora, sério mesmo.

Obrigada

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

nostalgia de olhos verdes (imaginem o título em japonês...).

Na última quarta-feira eu emprestei o primeiro mangá de Sakura Card Captors para uma amiga que queria se inserir no mundo otaku, cosplay, hi, itadakimasu e sushi. Devo confessar que a muito tempo não lia todos os 24 mangás da série (e de série nenhuma), não via os 52 episódios que tenho em DVD comprados após rombos no orçamento, não via mais de 5 cd's de vídeos que baixava de sites nos favoritos do Explorer e não ouvia mais de 10 OST's que comprei no Mercado Livre morrendo de medo de ser caloteada de novo como na última vez que comprei uma miniatura da própria. É... Eu sou uma otaku (para os leigos, fã de animes e esse mundo japonês que pára o seu mundo todos os dias às 4:30 da tarde durante alguns anos).
Para falar a verdade, meu vício não começou com Sakura não... Existia na época Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, Pokémon (NOSSA... Eu tinha a pokeagenda... ¬¬''), Dragon Ball, entre outros que agora não me recordo. Eu juro de pé junto que me lembro da primeira vez que vi o teaser de SCC no Cartoon Network quando eu estava na 4° ou 5° série... Era de um tom de mistério e suspense envolvendo cartas mágicas, menininhas fofinhas, bichinhos mais ainda e um não sei o quê que me fez parar e dizer: "Tá... Vou ver qual é".

E é aqui que começou a minha revolução, pois eu diria que "sim", minha vida seria completamente diferente do que é agora se eu não tivesse sentado no sofá às 4:30 numa segunda-feira e ligado a TV. Sakura influênciou na minha filosofia de vida ("Vai dar tudo certo"), no meu modo de agir com as pessoas, nos meus sonhos de menina e na minha pré-adolescência inteira. Lembro que tinha um clubinho no quartinho de empregada onde colava todos os posters na parede, guardava minhas revistas (que não eram poucas) em pilhas sob o azulejo e inventava histórias paralelas para a série (os famosos fillers) que me vinham à cabeça. Foi com Sakura que começei a desobedecer a minha mãe (quando saia de casa com 10 anos para comprar mangá na banca e Tic Tac sem ela saber... que feio =), foi com Sakura que cresci como se fosse uma prima querida: quando ela estava com 10, eu tinha 10; quando ela fazia 11 na segunda temporada, eu tinha 11 anos na 5° série, e no último filme quando ela tinha 12, eu tinha 12 (vou contar uma coisa para vocês... acho que só contei isso para uma pessoa e foi ontem ^^ quando eu fiquei pela primeira vez, quando tinha 12 anos, ao chegar em casa da festa, eu assisti ao último filme da série que era o qual ela se declarava finalmente para o seu par romântico, Shoran. hahahhahahaha muito bonitinho, pré-adolescente é um máximo).

O jeito dela me cativou de tal maneira que levo esse estigma até hoje, me identifiquei com o seu medo de histórias de terror (não é que eu mooooooorra de medo, só prefiro não vê-los ^^), com o pai fofo e que faz tudo por ela, da mãe que ela adora incondicionalmente, do irmão mais velho que pega no pé dela, mas que a adora (no meu caso irmã, mais nova, mas pegando no meu pé e me protegendo até mais do que eu me protejo, sim), com o ver o mundo cor-de-rosa, com a ingenuidade, com a preocupação pelos outros que ama e com o modo de se empolgar levantando os braços e sorrindo...

Eu nunca poderei me esquecer das vezes que escutava todos os OST's enquanto estudava para o vestibular, das vezes que eu chorava sempre nos mesmos episódios (o do arco-íris e o final, claro), da vez que eu estava assistindo ao episódio em que o Shoran, sentado num parque, enfim adimite: "Finalmente percebi que... Gosto dela". AH! Gritei muito e
quase tive um ataque do coração. Também não posso me esquecer de como adivinhar o futuro nas cartas Clow (é... eu tenho e faço isso até hoje ¬¬'') que na verdade é um tipo de tarô que influenciou muitas das minha decisões (e posso dizer uma coisa... dá certo! Dá certo mesmo. Posso até ganhar um trocado com: "Mãe Lalá, trago pessoa amada em três dias segundo as cartas Clow") hahahahhahaha
Nossa... Nostálgico. Tem muita, muita coisa mesmo que eu poderia falar ainda aqui, mas que não expressariam o sentimento que eu tenho por essa menininha carismática de olhos verdes. Só tenho a agradecer mesmo, obrigada CLAMP por me proporcionar um Che Guevara na minha vida. (tá. não chega a ser tanto assim... Beatles ou Gandhi ou a queda do muro de Berlim exemplificariam melhor. mentira hahahahaha)

Aiaiai...

Beijos e até a próxima. (imaginem isso também em japonês)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

da janela.

Isto é uma carta de amor. Achei milhões de outras formas de começar, mas nenhuma delas era essa e quando eu a encontrei, fiz questão de usá-la porque... É isso... Uma carta de amor.
Suas mãos estão tremendo... Não fique aflita, por favor. Sei como teu rosto fica quando está com o coração apertado, sei disso das inúmeras vezes que te vi olhar a lua de madrugada no domingo, provavelmente pensando nas poucas horas que ainda restavam para o dia amanhecer e você nem ter dormido, por isso, te aconselho sentar no chão, pois não quero ser o estopim de teus prantos que levaram-te a cair de exaustão como a notícia daquele dia...
Mas agora sorria, coisa que faz tão bem como um dom que se recebe ao nascer dando "Bom dia" para o sol que acaba de acordar assim como você.
Oi... Você não me conhece, mas eu conheço você por gestos, manias e dias que passo afinco olhando pela janela do meu quarto você me esvaziar e me preencher de Você. Dá para ver que eu não tenho nenhuma experiência nisso, afinal só faz quatro meses de alguém que sempre começa a pentear o cabelo pelo lado direito, que mordica a unha do dedo mindinho quando está pensando, que escova os dentes olhando o movimento e que dança no quarto com as janelas fechadas crendo que é só vista por ela mesma refletida no insulfilm quando menos espera que ali do outro lado há alguém que também não consegue dormir.
É... Eu te vi pela primeira vez numa tarde chuvosa quando meu humor não estava nos melhores dias assim como o tempo, cheguei no meu quarto irritado com o mundo devido a um motivo que agora não me lembro, pois você estava ali... O cabelos molhados pelo vento aguado que soprava, as costas envergadas para trás circundando com a cintura o parapeito da janela, os braços abertos para baixo e uma expressão não muito convincente de felicidade no rosto respingado, e foi aí... Nesse mesmo momento, nessa exata parte que te adoro desde que te vi... Adoro o fato de se esquecer que o insulfilm está colocado ao contrário e fazer caretas para si mesma no reflexo do vidro quando está entediada, adoro o fato não conseguir dormir no total escuro sempre deixando o abajur aceso todas as noites, adoro suas estrelas de cinco pontas e corações deformados no bafo do frio que faz no inverno, adoro o fato de comer uvas no fim de tarde e à surdina jogar no quintal abaixo as sementes, adoro aqueles dias que de janela fechada nós dois nos olhamos olhos nos olhos: você me olhando, mas não me vendo e eu te vendo, mas não me encontrando.
Isso era para ser uma carta de amor com poesias e flores, bombons e serenatas, mas acabou que veio isso mesmo... A expressão sincera e encantada de um dia encontrar você para que eu possa saber o seu nome e você o meu que eu esquecerei assim que me disser o seu, pois com você fico sem palavras. No momento estou escrevendo na sala só para não voltar olhar pela janela você escrevendo no computador coisas que prefiro não imaginar para não parar de escrever essa carta e enlouquecer.
Queria te conhecer mais do que rodopios de madrugada ao som de Beirut, mais do que as maçãs que come de café da manhã, mais do que os choros escondidos no quadrado da imensidão se refugiando à estrelas, lua e também a mim. Queria ouvir a sua voz, queria poder chamar teu nome e você virar para mim e sorrir lentamente como sempre faz quando algo é importante, que vai crescendo dentro de ti e explodindo no final com tanta luz que precisa fechar os olhos para dar espaço a um grande sorriso.
Bem... É isso. Acho que exagerei um pouco não é? Vou parar por aqui para você não achar que eu sou um maníaco, mas só te peço uma última coisa...
Da próxima vez que abrir a janela e olhar... Me veja.

O garoto pára com a mão latejando em frente do papel semi-amassado, respira fundo e conclui que é isso aí, era agora, era hoje. Caminhando pelo corredor, ele faz um avião com o papel que tinha acabado de manchar de tinta, abre a janela de seu quarto e encara uma janela aberta na sua frente aberta só que com nenhum indício que alguém estivesse nele. Ele então passa os dedos pelo cabelo empurrando-os para trás e puxando uma grande quantidade de ar em sincronia com o primeiro movimento, ele observa o avião branco na sua mão direita, inclina-se para trás e o joga no vão que os separavam. O avião plaina numa linha de vento em direção ao quarto dela quando de repente... O avião vacila rodopiando em círculos em direção ao chão assim como o coração do garoto sem palavras.

domingo, 20 de setembro de 2009

é... vai ser hoje mesmo...

Há muito tempo venho pensado de postar ou não isso aqui... Shakespeare estava certo: "postar ou não postar, eis a questão". Vi, revi e vi tudo de novo na minha cabeça durante toda essa manhã e tarde de domingo sem graça; lá havia vergonha, timidez, muito mais vergonha e uma pontinha de insegurança... É... Vai ser hoje gente.

Bem, pelo menos consegui atrair a sua atenção para ler estas palavras, instiguei a sua mente a pensar: "Mas do que é que ela tá falando??", bom, pelo menos isso.
Devo primeiramente falar que estou aberta a críticas, sugestões e opiniões sobre o que vou colocar, vai ser importante para mim saber qual impacto que isso trouxe na sua primeira impressão.
Segundo... Ai to morrendo de vergonha... Postergaria isso aqui até mais no final, mas é que hoje vi uma coisa que me levou a fazer este post: A grande final começa no dia 24 de setembro! Quinta! Putz.
Ai meu Deus. Lá vai.

video

Não consigo mais falar, aí vai o link: http://www.celucine.com.br/memoria_etapa12009.php

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ai que frustração a minha...

Que frustração a minha... Mas que raios de escritora eu sou afinal? Nem consigo desenvolver um tema que estou pensando há dias e agora que arranjo tempo, puf! Nada sai...
Queria escrever algo significativo ao menos para mim, mas já vi que não vai ser possível... Se eu escrever algo sobre filmes vão achar que eu só falo disso ou se eu contar como foi o meu dia de hoje vai ser muito monótono até porque não fiz nada de especial, se eu colocar uma poesia triste vou estar mentindo porque eu estou bem, sabe? Não me sinto triste, apenas frustrada e chateada por constatar que sou uma daquelas pessoas que só consegue escrever quando há o emocional influindo... Caramba... Será que é esse mesmo o meu fim?? Escrever tipo redações que me indicam um tema e com ele desenvolvo? Onde está a minha época que o melhor tema era o tema livre, hoje isso seria uma extrema dificuldade para mim porque eu perdi o meu talento (se é que algum dia eu tive um).
Ai meu Deus... Eu não tenho mais nenhum!! Minha família vai me deserdar, meus amigos não vão mais pedir para que eu escreva redações em inglês para ajudar no curso, meu blog vai ficar às moscas e minha idéias que ainda não concretizei em papel vão secar e murchar como a minha orquídea aqui do lado que faz tempo que não recebe uma água...
Será? (...)
Do que eu vou viver? No que eu vou pensar a noite? Hoje eu tentei criar um videoclipe para uma música que eu estava escutando no ônibus e só consegui acompanhar a letra da música, caramba! Nem a melodia me chamou a atenção! ai ai ai ai (movimentos para frente e para trás como uma louca na cadeira na frente do computador). To me sentindo sem inspiração para escrever sobre qualquer coisa com conteúdo, apesar de eu estar jóia! Não estou vazia... Aliás... (lâmpadazinha acende a cima de minha cabeça e eu fito com os olhos semi-cerrados uma foto na minha frente estilo Sherlock). Estou muito ocupada com o meu real! Eureka!
Claro! Estou preocupada com os seminários, trabalhos e provas da faculdade; correndo de um lado para o outro do Rio para resolver problemas de viagem; acontecimentos atrás de acontecimentos (não necessariamente ruíns); ajudando e me preocupando com uma penca de amigos e família; pensamentos sobre alguém real que só consigo fantasiar e reviver o que já aconteceu (para a minha maior frustração. cara... isso nunca me aconteceu: bloqueio sentimental misturado com um certo alguém 0.o) e fora outras insônias, falta de filmes (decorrente pela falta de tempo que me deixa realmente me sentindo vazia) e também o cansaço...
É... Putz... To cansada apesar de não ter sono, é só uma gigantesca vontade de não fazer nada e ficar na frente da tv assistindo a clássicos (só e somente clássicos para preencher esse meu vazio existencial sem motivo no qual eu me encontro no momento, apesar de eu estar bem, repito, estranhão, to bem, mas hajo comigo mesma como se estivesse mal, é o hábito.... que horror).
Que idiota. Acabei escrevendo pra caramba coisas que estavam passando na minha mente e eu dizendo que não tinha nada para escrever... HA HA HA ¬¬'' Que drama Laís, vou deixar de propósito o texto na íntegra só para vocês verem que eu acabei me atropelando em dramas súbitos e voltas de ânimo. Preciso cuidar disso... =S To muito estranha... Talvez sejam as novidades e iminêcia de felicidade após o arco-íris que me desacostumei... Talvez eu esteja tentando me puxar para baixo de novo sempre quando as coisas começam a ir bem por defesa, traumas passados ou sei lá... Aliás, acho melhor ir parando por aqui, senão vou de frustração -> dramalhão -> felicidade -> psicótica -> e tristeza de novo. Pára , pára, vai assustar as pessoas...

^^

Bem... Aqui eu me despeço, queridos leitores corajosos, que se aventuram a ler essas minhas coisas nada a ver. Não leve a sério... A mente humana não é uma coisa para ser levada a sério (principalmente a parte esquerda dela, segundo a Bu, se estiver errado a culpa é dela hahahahhaha).
Bem... Pela segunda vez e última,
au revoir.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

dando uma de JPC aproveitando que hoje é terça.

Só uma garota de cabelos balançados pelo vento, escutando Sigur Rós e escrevendo num caderno coisas que ela tenta em vão tampar para que as pessoas ao seu lado não vejam o que escreveu. Eles devem estar pensando "O que será que ela tem?" e eu respondo em silêncio "Olha... Eu também não sei". Tentei o Odeon, fui também para a rua de paralelepípedo que vende discos antigos e camisetas legais, olhei a nova fachada do Municipal, senti calor e andei. Andei, na verdade, não sabendo bem ao certo onde estava indo e num certo momento da minha caminhada solitária, me vi pagando 0,60 centavos à um moço e me sentando em seguida num banco de madeira, senti o motor ronronar enquanto o vento sacudia o meu cabelo incomodando um turista que praticamente se debruçava no meu lado para filmar a paisagem.
É alto... E calmo também, tô no bondinho de Santa Teresa me perguntando pela terceira vez que raios mesmo eu estou fazendo aqui? O fato é que não estou afim de escrever algo triste embora meu humor esteja tendênciando para esse lado, estou justamente aqui para... "fugir" parece fraco dizer, está mais para desanuviar, para parar de pensar em negrito, itálico e sublinhado.
Das últimas vezes que tentei desanuviar fui andando de Botafogo até Copacabana passando por túneis, praia, avenidas e só parando porque meu pé direito começou a sangrar no chinelo ou das vezes que pego um ônibus qualquer e vou até o ponto final e volto para o mesmo lugar ou quando ando à ermo e me vejo na subida do Alto da Boa Vista com insolação...

Dessa vez resolvi ir ao centro, escutar MP3 e ver se tinha algum filme no Odeon, uma peça no CCBB ou algo desse tipo, mas estava tão distraída e submersa que me vi virando a esquerda e me sentando nesse bondinho que me levou para esse passeio nada a ver, só que na verdade bem terapêutico. Agora já sabem que quando eu não estiver bem posso estar caminhando na praia com os pés sangrando ou dando uma de turista na própria cidade.

Aqui em cima está calmo e quente, há muitas pessoas no bondinho umas até se pendurando para não cair, moradores e turistas portugueses, gente que olha os outros escreverem descaradamente e outros absortos em música e imagem. Da última vez que vim aqui lembro que foi bem legal, passei por um monte de lugares que tinha passado antes e me lembrei de histórias que aconteceram, mas enquanto o sorriso me acompanhava na ida e na volta quando cheguei em casa dormi de tanto chorar.

Para falar a verdade acho que vai ser um pouco hipocrisia quando eu escrever esse depoimento no blog porque já estou me sentindo melhor, bem melhor apesar de eu não estar aproveitando do modo como eu imaginava, mas tô bem, precisava mesmo ficar um pouco longe de mim, de todos para não parecer erroneamente chata ou mal humorada, só estou melancólica, aliás, estava, pois essas coisas comigo acontecem muito, posso estar dando saltos de alegria num dia e aí apenas um detalhezinho que na hora nem percebo Maysa canta comigo: "Meu mundo caiu", não que tais sentimentos vão e voltam superbem como uma vez vieram, só que quando estou bem simplesmente minha imunidade à depressão está alta. É como numa metáfora que quando não como, não tem luz do sol, quando há época de epidemia ou não me cuido bem, vem essa doença...

Mas isso não era nada que eu queria dizer, chega de posts fúnebres e mórbidos, deixa eles para quando estiverem ao vivo ali na hora, o agora não vai ser o mesmo que daqui a pouco, eu simplesmente sei.

Viu? Só de pôr para fora a planta da questão já estou melhor, melhor que ontem, que anteontem, mas a parada é não saber o dia de amanhã que pode ser pior ou melhor do que você já foi e será, é apenas seguir esses seus trilhos que fazem barulho e se calam dependendo do momento.

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Música da Semana: "Untitled#8" - Sigur Rós

domingo, 23 de agosto de 2009

tentativa de crônica mal resolvida.

Havia um homem e uma mulher. Não tinham de nada parecido, ela era ruiva e ele flautista, ela era judia e ele compunha rimas. Era de mês em mês quando se viam num velho motel decadente longe dos dois às sextas, quintas, quartas e por aí vai alternando assim como os dias que os acompanhavam há seis anos atrás. O procedimento era o seguinte: chegava um de carro e outro de barco, passavam no hall como estranhos, era sempre treze o número do quarto, tiravam as roupas em lados opostos da cama até ficarem nus em pêlo, deitavam cada um como um casal em crise de meia idade e olhavam o teto sem qualquer afinidade.
Falavam sobre os ricos e os mal amados, sobre Madonna e BB King, contavam histórias e suas mentiras, falavam sobre seus medos e birras, dissertavam linhas sobre uma só ação e choravam apenas uma por triste menção, ouviam um ao outro sem se olhar nos olhos, mas de vez em quando seus ombros se tocavam e imediatamente retezados indo de volta ao assunto inacabado. O silêncio também era presente mesmo quando a palavra é que era existente, morfeu nunca chegava naquele quarto escondido, com espelhos no teto e sussurros esquisitos. Ali ninguém era ninguém, ou melhor, eram tais Marias, Fernandas, Gabrielas e Valentinas contracenando em filme mudo com Joãos, Gabrieis, Lucas e companhia. Não sabiam os seus nomes e isso não influía na aúrea de conforto e harmonia que se criava pelo simples contato mental e emocional, pois não importavam seus rostos na escuridão, nem seus defeitos sob a luz fraca, suas cicatrizes pelo tato, nem hálito que se cheirava.
Apenas ficavam lá conversando por perguntas e respostas aporéticas sem sentido mesmo para eles, desabafando com estranhos numa sessão de auto ajuda melhor do que em filmes ou vida real, ouvindo o que precisava ter sido dito e falando o que se queria calar...
Já tinha amanhecido e os dois nem percebido, se levantaram cada um de um lado em sincronia assim como foram colocando suas roupas com vergonha de se verem à luz do dia, saiu um de cada vez, primeiro ela e depois ele pela porta da frente como estranhos, cada um de volta no seu caminho, ela de carro e ele de navio.

a arte de pensar em pôneis.

Pensar em pôneis é... Diferente. Especialmente se o seu for rosa com um arco íris no traseiro. É ver o mundo um pouquinho diferente, é notar o que ninguém mais presta atenção, é achar que você não está aqui por acaso, é ver que tudo tem dois lados, é rimar sem querer quando há um momento oportuno, é ter seus momentos emos e mesmo assim estar feliz apesar de parecer triste, é achar graça e beleza nas coisas mais triviais, é falar as coisas malucas e irracionais que lhe venham à cabeça, é falar fino só porque ficou emocionado e gesticular só para estravasar o que estar transbordando por dentro, é sorrir quando na verdade quer chorar, é falar uma frase que parece boba e fofa, mas que na verdade é séria demais para dizer no português claro, é rir da vida às vezes e outras querer socá-la embora ninguém ache que seja capaz de fazer isso, é rodar a baiana e pedir desculpas por se exceder (as pessoas não tem culpa, né?), é pensar em pôneis
rosas, vermelhos, amarelos, pretos, azuis dependendo do seu humor...
É bom... E acho até graça, pois todo mundo tem o seu pônei. Todo mundo tem o seu Q de pônei interno que às vezes não quer mostrar, mas meu Deus, não o escondam, coitado, ele só o fará feliz e muitas vezes ridicularizado por mostrar o seu lado, digamos, sensível. ^^
Viva o seu "mundinho maravilhoso de fulano" com seus pôneis, gatos, orangotangos e viagens surreais que as pessoas olham e dizem: "ãhn?". Mas é só uma dica, é super saudável, viu só? Só olhar para mim: uma menina com a cabeça no lugar e super normal.
hahahhahahah
Devaneios, devaneios. ^^

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

1001 filmes que vou morrer tentando ver.

Olá caros e queridos leitores! Na semana passada eu estava em casa como uma leoa (sabe quando você fica muito enclausurada, rodando em círculos na sala, ajeitando o castiçal milímetros para a esquerda e depois voltando a olhar a janela só esperando um meteoro cair para acabar de vez com o seu tédio) então... Decidi de uma hora para outra sair de casa e sabe fazer o quê? Gastar dinheiro! HA HA HA Não que eu seja consumista nem nada, mas é que, convenhamos, tem dias que você quer entregar uma nota para alguém e receber um pacote colorido só para fazer de conta que está interiorizando algo novo na sua vida por mais que seja material e daqui a uns meses sem valor.
Comprei um picolé. É, um picolé no auge da minha mão-de-vaquice que consegui até bloquear aquele sentimento de antiquário que estava a minha vida, necessitava de uma revolução, podia ser um novo romance no meio da escada rolante que ao invés de vacilar para frente como uma louca sozinha, na verdade um príncipe pegaria a minha mão e me levaria para um passeio à beira mar com o novo cavalo branco versão 2.0 terceiro milênio, a fabulosa Harley Davidson Deluxe (0.o) ou quem sabe um picolé de manga hiper gostoso num dia friozinho que só você da cidade inteira iria comprar.
Enfim... Passeando mais um pouco passei na frente de uma livraria e como minha mão coça e meu coraçãozinho também, entrei e fui logo para a parte de cinema, literatura estrangeira e L&PM que basicamente dou mais atenção numa livraria. Cinema! Ai... Livros de como escrever roteiros, de diretores dando dicas a iniciantes, de filmes e suas curiosidades, atores clássicos famosos em suas famosas fotos clássicas tudo de bom e... 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer!
Ohhhhhh.... (Bu me entenderia) Desceu uma luz branca quando toquei naquele livro de exatas 960 páginas com Harrison Ford na capa e um dos meus casais favoritos do cinema na contra capa. Ohh meu Deus, eu já queria comprar esse livro fazia um tempo, mas sempre postergava pelo preço e outros livros na frente, enfim... Comprei. Comprei mesmo. Tinha ainda um dinheirinho do meu aniversário que não tinha gastado e como na minha livraria darling dava desconto à vista, ai, comprei...


Cheguei em casa nas nuvens quase que cantarolando o tema de Cinema Paradiso (reparem), sentei-me no sofá, abri a primeira página e como mágica lá vem a primeira coisa que eu adoro em livros novos tanto quanto em velhos... O cheiro... O cheirinho de livro novo é revigorante assim como os de sebo que também são ótimos, dá uma vontade de sei lá... Lamber ^^ hahahhahaha 1001! É muito! Apesar de eu dar uma de crítica e não concordar com uns e achar que faltam muitos ainda só de dar uma olhada rápida pelo índice procurando por uns títulos já pré selecionados na minha lista interna. (caramba... Não tem Antes do Amanhecer! E nem o Pôr do Sol! Absurdo!) Va bene...
Ai ^^ É meio bobo o como eu me sinto com o cinema, é a minha arte favorita, a qual eu trabalharia de graça somente pelo prazer, a coisa que reúne o que eu mais gosto nas artes tipo: música dos musicais e trilhas sonoras, o teatro das atuações, a pintura da fotografia dos cenários e vestuário, a dança dos casais em bailes e sapateados em meio a uma Paris que acha isso normalíssimo (^^), literatura das frases feitas, roteiros e frases de impacto que acho o máximo e acabo as colocando na minha vida para torná-la um pouco mais preto e branco e parisiense e vestidos longos e cigarros e músicas de Ennio Morricone e realidade Laís acorda! Entendem?... O cinema consegue acoplar tudo que admiro e aprecio de uma forma extremamente harmônica, poética e de entretenimento saudável (pelo menos muitos deles sim).
São filmes desde 1900 até 2007 com Desejo e Reparação (bom demais), realmente uma lista grande. No índice ao lado dos nomes dos filmes há também um quadradinho para você marcar os filmes que você já viu e esse datalhezinho me causou três sensações diferentes: a primeira ("que legal! já vi um monte, que orgulho"), a segunda ("merda. tem um monte que ainda não vi") e a terceira ("merda, merda... nunca vou terminar isso aqui") Ai que frustração, sou honesta demais, filmes como De Volta para o Futuro , 007 Contra Goldfinger e Coração Valente eu já vi, mas eu não me lembro muito bem, por isso não marquei... E isso aumenta a lista, sabem... Que frustração mais ainda ao ver Sindicato de ladrões, O Dia em que a Terra parou, O Feitiço do Tempo ou O Gabinete do Dr. Caligari filmes que só vi até a metade que agora me perseguem dizendo: "bem feito, não viu tudo... ha ha ha". Não tive culpa... Muitos deles já estava muito tarde e acabei dormindo, ou tinha que sair antes de acabar.
Ai... Mas tirando isso o livro é ótimo, tem gente até que não gosta de condicionar tudo em um número X, até concordo, pois falta muito e às vezes não é justo por ser algo estipulado em números de oscars e afins, mas serve como guia de curiosidades e o por que eles estão lá classificadas para você ver antes de morrer.
É para aqueles dias que você está afim de ver um filme, mas não sabe qual; para decorar uma mesa sem nada e ainda dar uma de cult (detesto esses rótulos de: "tá quero aparecer", "é status" ¬¬'' nada a ver); ou quem sabe ficar como eu paranóica e alugar 27 reais em filmes no dia seguinte que você ganhou o livro. (acho que nunca gastei tanta grana assim numa locadora, se bem que eu comprei um filme de 13 reais então gastei outros 14) (...)
Bem, é isso. Fica aí a minha dica para dar uma olhada de vez enquando na livraria, ou comprar para consultar, para se encantar e relembrar de fatos que você acaba acoplando na sua vida sem querer, para se emocionar de novo e saber de detalhes que na hora nem tinha prestado tanta atenção assim, pois depois, parafraseando Ingrid Bergman em Casablanca : "Eu sei que jamais terá forças para deixá-lo novamente".

terça-feira, 4 de agosto de 2009

novo álbum de família.

Ahhh como é bom estar de volta. Há tempos que não posto nada, nem dou as caras por aqui, mas é porque eu sou uma só e das bem enroladas que não consegue arranjar tempo para nada e que quando consegue tem preguiça... (é... vero)
Mas que saudade! Saudade de escrever, saudade de ler milhões de vezes o post para ver se o português está certo, saudade ver os comentários e por aí vai...
Hoje eu queria dar uma dica para vocês cansados de suas músicas como eu fiquei após dias a finco sentada na frente do computador trabalhando e ao mesmo tempo ouvindo mais de 10GB de músicas que (acreditem) me cansaram. Qual foi a solução? Enquanto fazia umas sete fotos no Photoshop ia baixando um álbum de artistas no qual tinha apenas músicas soltas de vezes que só me encantaram de início.
Sabe? Eu sou ótima para me enganar, dizia para mim mesma que se fizesse tal número de fotos iria ganhar um álbum novinho para escutar enquanto fazia mais uma gama de fotos para depois receber a outra recompensa, funcionou, na verdade começei ouvindo todos os álbuns dos Beatles que tenho (dois a cada leva), mas assim... Acabou, e até o meu Beatles darling não conseguiu me ajudar nas próximas tarefas, apelei então para as músicas que já tinha (cansei...), depois músicas em cds que já tambem tinha (fracasso, cds esses que escuto desde os 11). Não é que eu me canso das coisas fácil, mas tentem entender, há dois tipos de trabalho: aquele trabalhoso que te dá prazer em resolver e os fáceis que te enchem o saco depois de você ver que uma tarde trabalhando nem é um décimo do que você precisa fazer... Pois é, porta número 2! Filme, eu pensei... Não. Do jeito que eu sou vou acabar ouvindo as primeiras falas e depois largar de mão e chorar de arrependimento depois. Música! Show! Adoro, dá para cantar enquanto isso e ainda por cima treinar o meu défict de memória quanto a lembrar as letras apesar de conhecer suas melodias nota por nota (bem, nota por nota não chega a tanto, mas fazer bateria imaginária e solar guitarras antes mesmo que elas começem a sair pelas caixas de som, sim).
E quanto a esse negócio de blackmail com você mesmo, funciona em mim, sério, constatei isso nas aulas aos sábados de manhã após a noitada de sexta na qual me chantageio e me compro com... Balinhas! A cada quinze minutos dá uma bala e ainda sobram duas no final de duas horas para comer no caminho para casa. Funciona! Funciona! HA HA HA

Bem, voltando ao raciocínio (Bruno) [hahahahha não contive], começei a pensar em que álbuns eu gostaria de escutar ou quais já estavam na minha lista a tanto tempo que nem tinha percebido do quando senti falta por algo que nunca tive (já tiveram isso?), então... O primeiro da lista foi Jeff Buckley. É, você deve ter reparado que esse nome não é estranho nesse blog, já comentei sobre ele em outros posts, mas só de passagem e acreditam que eu não tenho um álbum dele (bem, o único, o graçinha fez o favor de morrer jovem, apesar de eu adorar essas excentricidades de estrelas do rock/folk/jazz/blues no caso, é tão... Poético?? Que horror. Não é nada disso, sei lá, só acho que é bonito depois, quando o tal vira tipo um "mito" ou quem sabe o próximo rostinho num botton ou ganha status de estar no Wikipédia). (ihh... tinha um ponto de interrogação no final daquela frase anterior, mas é que eu tô falando mais por tabela do que propriamente ao interlocutor... euheim).

Grace é o nome do álbum:

O cd é muito bom para quem curte o som de Bob Dylan e uma fossinha básica, não que todas as músicas sejam tristes, mas é que eu já associei e bom, é muito difícil de desfazer depois. Mas além dele ser um pão (hahaha), Jeff canta muito bem e toca também muito bem. Suas músicas são de um folk rock de ótima qualidade que dá para escutar indo viajar de carro sozinho à fazer fotos no Photoshop trancado em casa, você coloca uma música na cabeça, o imita tocar o taram tram ram tram do violão em Grace e se imagina beijando alguém Last Goodbye. (é...)
A música que eu não consigo parar de ouvir é So Real na qual eu não conhecia (choquei), fora as outras cinco já tinha e Dream Brother é muito boa também. Dá para dançar se você é daqueles recebe um santo quando uma música toca e também chorar rios no travesseiro (é...) e quem sabe se sentir como se já estivesse estado ali... Escutando uma determinada música que nunca parou para perceber na letra... Aleluia.

Into The Wild é o outro:


Nossa... O filme já fala por si só: Sean Penn, Emile Hirsch e Eddie Vedder. O ator-monstro mais lindo de Hollywood, o garoto graçinha revelação e Pearl Jam, tá, já tá ótimo como se não bastasse ter um ótimo roteiro e a vontade de mandar tudo para Bagdá e fazer o mesmo ao som dessa trilha sonora. É esse álbum que estava na minha lista com aranhas que esqueci não sei porque, mas que ressuscitei após conversar com uns amigos sobre o filme e me lembrar que a trilha sonora também era show e pensar porque diabos não tinha baixado ainda apesar saber algumas músicas de cor só de ver o filme. (segundo euheim). Essa trilha é para pôr uns livros na mala, um bom tênis, escrever uma carta para sua irmã e sair por aí seguido o seu objetivo seja ele qual for: de Nova York até o Alasca, quem sabe?
As músicas de Eddie.... Não sei se é porque já vi o filme, mas é combinam direitinho com um rosto sendo iluminado pelo sol nascente, uma praia deserta e a longa estrada com seus lagos no final dela. Fico até meio emocionada com isso, é bobo, eu sei, mas On The Road, beatnik, Na Natureza Selvagem e desde os nove falando que vai morar em Nova York é um tipo de ambição que é levado junto comigo para o travesseiro, o fato de perseguir algo com tanta convicção, com tanto amor, com tanto idealismo que poderia morrer por isso, é difícil encontrar hoje em dia em pessoas acomodadas só preocupadas com o que vai ser da protagonista da novela das oito e a vida do vizinho. Pode ser se tornar um equilibrista e encantar a muitos no World Trade Center, pode ser ter uma banda, ter uma familía, pode ser passar no vestibular, é lindo... Lindo mesmo... É seguir em frente e ir ao encontro com o que você acredita, o que acha certo para você (e é. mesmo com meio mundo dizendo ao contrário, dane-se), é música para por no MP3 e andar pela rua emocionada só por andar em uma "linha reta", em direção a um objetivo mesmo que seja só para pegar uma declaração da faculdade às nove da manhã numa terça. E fazer uma música do cd seu toque pessoal do celular, claro.

The Opposite Side Of The Sea de Oren Lavie:


Quem ainda não viu o vídeo Her Morning Elegance no Youtube? É a coisa mais fofa, sensível e que me dá mais raiva no mundo. Morro de inveja daquele clipe, pois antes mesmo dele existir pensei em fazer um igualzinho em stop motion, mas bem, paciência, o israelense Oren Lavie chegou na frente com sua música folk meio fauno de ser... Me entendem?? Sua música é como entrar num jardim secreto, onde tudo pode acontecer entre as árvores e respingos de sol, algo meio fantástico e melodioso, com violinos que imitam o vento e voz rouca como o murmurar do andar sob as folhas secas... Um grande vestido, um sorriso no rosto, os cabelos soltos e revoltos, a música de fundo e ação! Aí está o meu stop motion Oren, me espere no outro lado do mar para você ver só...

Manacá por Manacá:


Manacá... A primeira vez que ouvi falar desta banda folclore-rock foi na minissérie Capitu e a segunda, por acaso, com uma amiga por intermédio desde blog, tinha gostado de Diabo e Lamento, trilhas sonoras da minissérie que venero, mas não mais que isso durante um tempo. Mas meu ócio me levou de volta às flores roxas como a terra do nordeste e saias de renda que rodam na minha cabeça assim que escuto o cd. É muito bom, bem que tinham me dito, Letícia tem uma voz linda, as letras são um máximo, a melodia dá para gritar e dançar ao mesmo tempo ao som de guitarra sob letras folcloricas e cabelos revoltos (de novo, é que eu faço muito isso). Apesar de Flor do Manacá não estar aí, eu também peguei e é uma das que não consigo parar de ouvir fora Lua Estrela que dá vontade de quebrar alguma coisa (se bem que eu quebrei sem querer num dia mais ou menos meu sabe... um copo, é...), O Galo Cantou é outra muito boa que ainda não sei cantar toda (défict, coitada...), mas já tá na lista. Recomendo, é novo, é diferente, é muito bom, é Brasil gente, que bom!

E por último, mas não menos importante:

Eu nunca fui assim tããããão fã de Coldplay, gosto de Clocks, Violet Hill, Viva La Vida, mas coitados, nunca dei tanto valor... O mais legal deste álbum é que ele está disponível para ser baixado de graça no site deles, as músicas são um apanhado de nove músicas das quais conhecia três e adorei as outras, principalmente Death and All His Friends que é show, e por falar em show, o cd é ao vivo de algum show, então tem assobios, gritos e palmas e o mais emocionante é em Clocks, pois além de ter uma história comigo, cara, deve ser muito bom tocar para não sei quantas mil pessoas que sabem a sua letra, sua música, caramba, surreal, queria viver isso uma vez para ver se a sensação de choro e ansiedade que estou só de imaginar é tão boa que precisa ser vivida. (claro que deve ser, mas meu excesso de sentimentalismo hoje é devido à TPM). Enfim, é de graça, é bom, dá uma olhada se você gosta de rock para pensar e cantar junto.

E é isso, foi mal pela ausência, estava escutando música (hahahhahaha) e vendo filme, depois posto algo sobre filmes, ando inspirada para este tipo de coisa e zero para outros que vão ficar pendentes como Magical Mystery Tour ou Buenos Aires, bom, melhor do que escrever de qualquer jeito, estou mais para o manifesto das artes no momento. Ótimo! Ótima idéia... Esperem a próxima, mais uma vez obrigada, ouçam o meu conselho (hãn hãn trocadilho sem graça) e bonne nuit.

terça-feira, 21 de julho de 2009

como não poderia ser diferente...

Uma amiga agora pouco me apresentou um divertido jogo que se trata de responder uma série de perguntas utilizando-se de letras de música do seu(a) cantor(a) ou banda favorita. E como não poderia ser diferente: Laís = The Beatles. Na verdade iria responder com as letras das músicas de Jeff Buckley, pois estava o escutando quando li o convite, mas como meu humor (hoje) não está suicida, Beatles foi minha primeira opção camuflada. =) Então lá vai...

1. Você é homem ou mulher?
“I once had a girl, or should I say, she once had me...”
“Uma vez eu tive uma garota, ou melhor, ela um dia me teve”
(Norwegian Wood)

2. Descreva-se.
"Told you about strawberry fields
You know the place where nothing is real
Well here's another place you can go
Where everything flows.
Looking through the bent backed tulips
To see how the other half live
Looking through a glass onion”
“Eu te falei sobre campos de morangos
Você conhece o lugar onde nada é real
Bem, existe um outro lugar que você pode ir
Onde tudo flui
Olhando pela tulipa entortada pra trás
Para ver como a outra metade vive
Olhando através da cebola de vidro”
(Glass Onion)

3. O que acham de você?
“Oh ain’t she sweet?”
“Oh ela não é fofa?”
(Ain’t She Sweet)

4. Como descreve seu atual relacionamento?
“I'm so tired, I haven't slept a wink
I'm so tired, my mind is on the blink”
“Estou tão cansada, eu não tenho dormido por um instante
Estou tão cansada, minha mente está enguiçada”
(I’m So Tired)

5. Como descreve o atual de sua relação?
“Nowhere man, don't worry,
Take your time, don't hurry”
“Homem de lugar nenhum, não se preocupe,
Tenha seu tempo, não corra”
(Nowhere Man)

6. Onde você queria estar agora?
“Roll up.
And that's an invitation.
Roll up for the Mystery Tour.
Roll up.
To make a reservation.
Roll up for the Mystery Tour”
“Role
Isto é um convite
Role para a turnê misteriosa
Role
Para fazer uma reserva
Role para a turnê misteriosa”
(Magical Mystery Tour)

7. O que você pensa a respeito do amor?
“Love is old, love is new
Love is all, love is you”
“Amor é velho, amor é novo
Amor é tudo, amor é você”
(Because)

8. Como é a sua vida?
“Little darling, it's been a long cold lonely winter
Little darling, it feels like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
And I say it's all right”
“Meu bem,
Foi um inverno solitário, frio e longo
Meu bem, parecem fazer anos desde que ele esteve aqui
pela última vez
Lá vem o sol, lá vem o sol e eu digo que
Está tudo bem”
(Here Comes The Sun)

9. O que pediria se tivesse um só desejo?
“All of my life I've been searching
Who'll love me like I love you”
“Toda a minha vida
Eu estive procurando alguém
Para me amar como eu amo você”
(Anna – Go To Him)

10. Escreva uma frase sábia. (?)
“Living is easy with eyes closed”
“Viver é fácil com os olhos fechados”
(Strawberry Fields Forever)

parte um que na verdade é a dois (continuação).

Olá caros leitores,
cá estou eu de novo a 39 mil metros de altura nesse momento sobrevoando o Uruguai para relatar e contar minhas histórias e acontecimentos dessa viagem.
Como publiquei no post anterior era de minha intenção escrever todos os dias, mas a distância do locutório ao hotel era grande, o fato deles fecharem às 21hs, os dias cheios de passeios e a preguiça, não escrevi... Pois é... Meu pecado: a preguiça e nessa viagem, a gula. Engordei um quilo e meio, sério mesmo (que tipo de garota admitiria que engordou?? só eu mesmo... bem, já foi, deixa para lá ¬¬’’).


Bem, combo de 2 horas e meia!
Como meu outro mal é o tédio e não tenho mais nada para fazer nesse cubículo vou escrever um combo desses seis dias que passei em Buenos Aires e aproveitando também para informar que esse surto de gripe suína está sendo controlado por ambos os países, outra coisa também é que a cidade não está sitiada por pessoas andando em plazas e museus de máscara (tudo bem... uma ou outra, a maioria de “turistas radicais” como minha irmã diria) e que cartazes estão espalhados pelas ruas lembrando para lavarmos bem as mãos e se espirrarmos ou tossirmos cobrir o rosto para as bactérias não se espalharem. Só. O pessoal não está louco achando que é o apocalipse que se respira, só estão se cuidando e se prevenindo.
Tudo bem... ^^


Ok, passadas as informações que minha mãe fez questão de lembrar-me para acalmar familiares e amigos, vamos ao que interessa:
Mi Buenos Aires querido!
Vou sentir falta dos 11°C, das praças a cada esquina, do clima europeu, das janelas (sério, é o most dos most’s de Buenos Aires, se forem reparem), dos meninos calientes e hipnotizantes com seus sotaques e cabelos legais, das meninas fashion, e das senhoras chiques e endinheiradas da Recoleta, vou sentir falta dos passeios à noite com um frio de rachar e lojas de marca na Avenida Alvear, do sorvete num clima de 12°C, dos museus, cafés e livrarias que daria de tudo para ter iguais no Rio, das maravilhosas Empanadas (é tipo um pastel de forno só que bem melhor), de passear no aeroporto (adoro), do cosmopolismo da cidade e muitas outras coisas.

Quarta-feira
(Miércoles)

Chegamos no hotel umas cinco da tarde e fomos logo passear pelo bairro da Recoleta onde era o hotel, deixamos as malas lá e fomos.
Passeamos pelo Buenos Aires Design, pelo Centro Cultural da Recoleta (recomendo), caminhamos pela Av. Alvear (para os portenhos: Av. Miranda - usted mira e anda): Fendi, Ralph Lauren, Luis Vuitton, Cartier, Yves Saint Laurent, Carolina Herrera, Chanel, Lacoste... (modesto né?)
Um tempo depois demos uma olhada no guia para termos uma opção onde comer e notamos o café La Biela, famoso ali na Recoleta, tá bom, sentamos-nos e pedimos cada uma de nós um capuccino e uma medialuna (um raio de um croissant disfarçado só para extorquir turistas). É lindo! Clima europeu, pessoal bacana, conversa vai conversa vem e pedimos a conta (la dolorosa). SURPRESA!
O garçom retira o cupom fiscal do porta guardanapos como mágica (nenhuma de nós tinha visto ele por lá) e isso não foi tudo... Tchan tchan tchan tchan! 63,50 pesos! 63,50 pesos foi o que custou esse chá das cinco super inflacionado, tudo bem que tem a conversão, mas Dios Mio... 0.O Vale lembrar também minhas desventuras com o meu espanhol arranhadérrimo. Falava mais italiano e inglês do que o próprio portunhol (morri de vergonha, eu os entendia, mas para me fazer expressar...).
Frio bom acompanhado pelo bom e velho fog que amo, choveu um pouco, mas nada que pudesse arruinar algum passeio.
O que mais me chamou a atenção no dia: o como eu fiquei irritada com o péssimo serviço quando cheguei ao aeroporto por pessoas meio frias e indiferentes e depois amor à segunda vista após as boas vindas depois da alfândega e coisa e tal; o quanto eu adorei o Duty Free; as janelas do chão ao teto como se fossem todas varandas com seus lustres e pessoas lendo à meia luz; do frio; da calmaria e a vontade de morar lá logo no primeiro dia.

Quinta-feira
(Jueves)

City Tour! Passeamos pela cidade: Plaza de Mayo (onde tivemos 30 minutos para tirar fotos da Casa Rosada, da Catedral Metropolitana, da própria Praça de Maio e arredores do Buenos Aires antigo) foi engraçado três brasileiras correndo de um lado para o outro para tirar logo a foto, pois tínhamos pouco tempo. ^^
Depois lembro que fomos no bairro de La Boca visitar o La Bombonera (muito maneiro o estádio, temos que admitir), gritamos “Viva Pelé!” para os Boca Juniors e tiramos foto ao lado de Maradona e cia.
Ali perto era o Caminito, uma rua muito fofa de casas pintadas com restos de tintas de barcos, shows de tango no paralepípedo, mostras de arte portenha pela rua, pessoas simpáticas que tiram foto de você no restaurante mesmo com você não comendo lá e bugigangas e souvenirs para turistas amantes de Mafalda, cultura pop e Che Guevara. La Boca... Hum... Andamos de ônibus por San Telmo e Puerto Madero e acho que só...
No final nos deixaram no Cemitério da Recoleta que era pertinho do hotel. Cemitério da Recoleta, gostei de lá, era para ser triste, mas sua áurea tão gótica, macabra, fria e misteriosa me encantou. Pude imaginar diversas tramas que se passaram, passam e poderiam passar ali, histórias e roteiros que minha mente realmente viajou. É feito um labirinto de mausoléus imponentes, simples, com flores e sem flores, queridos e abandonados... Nossa... Quisera eu que a mente humana tivesse entrada USB, imprimiria umas duas histórias só de ficar ali parada escutando o som do silêncio segundo Simon & Garfunkel.
Bem... Depois, acho que fomos para o hotel pegar outra memória de 1GB para a câmera (é, um dia e já tinha acabado 1GB).

continua

quarta-feira, 15 de julho de 2009

texto na íntegra que na verdade eu ia descartar, mas desisti.

Olá caros leitores,
cá estou às... 11:31 da manha indo para o sul a nao sei quantos mil metros de altitude. É, vos falo de um aviao (bem... nao agora já que estou escrevendo algumas horas depois), mas como estou escrevendo, é, é agora.
Buenos Aires! Lá vou eu! Mandei para Bagdá a crise mundial, a gripe suína e a chuva no Rio (que por sinal me assustou mais do que esses dois itens anteriores) e fui. A oportunidade era única e como eu adoro uma viajem, fui mesmo, mesmo com meio mundo indo de encontro. Estamos nos cuidadndo claro (eu, minha mae e irma), fiquem tranquilos, mas ja sabem se eu nao aparecer daqui para frente, eu morri. hahahahhahahaha To brincando, estava precisando de um humor ácido.
E por falar em humor ácido, o dia foi cruelmente engracado. Comecou que só consegui dormir lá para às duas horas por insônia (de novo), acordei atrasada (de novo) e aí... Estava chovendo. Ótimo! Já tenho uma pontinha de medo (pontinha) de aviao, tá... Chovendo, eu pensei... Lembrei de todos os filmes (que nao deveria ter visto) sobre tempestades e consequentes quedas de aviao, ou o Air France, ou Lost, apesar de eu nao estar indo para o pacífico. Mesmo assim... Nao é porque eu tenho medo nem nada, mas o problema é quando (pausa dramática) o aviao decola ou como agora no "pausa dramática" que gelei quando houve turbulência. Fora isso! ^^
Comi um sanduíche incrível e ainda por cima estou sentada ao lado de um americano lindo que nem imagina o que eu estou escrevendo aqui do lado e que quando olho para a janela dele, na verdade a minha visao periférica me permite olhar suas bochechas rosa chá e maos grandes.
Bem... Daqui para frente sao mais duas horas de voo que vou preencher ouvindo música no meu celular ou quem sabe ler (o guia ¬¬" só tem eu mesmo para fazer isso) ou dormir ou continuar a olhar a janela... Se é que vocês me entendem... ^^ ahahahhahahah
Chegando em Buenos (já to íntima) mando notícias.

Hasta La Vista

Oi, cheguei e ja tenho que ir embora. To numa Lan House e nao lembro quanto é que é o minuto, mas sei que só tenho mais nove minutos para escrever, entao...
Putz, antes que eu me vá de vez e continue amanha, vale lembrar que é para dispensar os erros ortográficos (to com pressa) e uma curiosidade: na Argentina nao tem a tecla de "til" por isso os sao, nao e manha estao todos sem acento. Fora o cedilha.
Legal né?
Tenho tanta coisa para contar, tantos detalhes, tantas observacoes que minha mae (sem acento) e o tempo nao me deixam, mas amanha eu volto e tento estender o assunto de vez. Ok?

Muchas gracias a todos y buenas noches.

ps: eu acho que está certo. Nao sei nada de espanhol... vergonhoso. ¬¬"